Breve História do Tutu: Da Era Romântica aos Dias de Hoje

Tutu

Se existe uma peça que simboliza a beleza e a tradição do balé, essa peça é o tutu. A combinação entre corpete justo e saia volumosa feita de camadas de tule foi imortalizada em 1832, quando Marie Taglioni dançou “La Sylphide” com uma versão longa e esvoaçante (Learn The History Behind Tutu’s). Na época, chamavam aquele figurino de “corpete com saia em camadas”; o apelido “tutu” só surgiu décadas depois, em 1881 (Tutu (balé) – Wikipédia, a enciclopédia livre).

Com o passar dos anos, o tutu foi evoluindo. No período romântico, dominavam os tutus longos que quase alcançavam os tornozelos, como os que vemos em balés como “Giselle” e “La Bayadère”. Já no final do século XIX, surge o chamado tutu italiano, mais curto e armado, que valoriza os movimentos rápidos dos pés e pernas. Cada camada extra de tule serve tanto para encantar o público quanto para dar mais liberdade aos bailarinos – tradição e funcionalidade andando de mãos dadas.

No fim da década de 1940, George Balanchine revolucionou o figurino: ele encurtou o tutu para que os espectadores pudessem apreciar cada detalhe dos movimentos das bailarinas, sem a interferência de uma estrutura pesada (A Brief History of Tutus, From the Romantic Era to Today). Esse modelo, conhecido como tutu Balanchine, é quase uma placa plana de tule, permitindo que a coreografia brilhe em todo o seu esplendor. É interessante notar como a evolução do tutu acompanha as mudanças sociais: à medida que a moda e as expectativas sobre

De onde vem o nome “tutu”? Há quem diga que o termo surgiu apenas em 1881, mas existe uma teoria divertida: o nome teria sido inventado pelo público das cadeiras mais baratas, bem na frente do palco, que via as bailarinas por baixo e usava a palavra infantil francesa “tu‑tu”, que significa “bumbum”, como apelido carinhoso (A Brief History of Tutus, From the Romantic Era to Today). Verdade ou lenda urbana, a história mostra como o balé sempre conversou com o imaginário popular.

Tipos de tutus: além do romântico e do italiano que mencionamos, existem outras variações. O tutu “pancake” ou “prato” é uma versão clássica rígida que forma um disco horizontal; o tutu “powder‑puff” é mais macio e volumoso, dando um ar etéreo; e o modelo “Balanchine” é ainda mais curto e angular, destacando a técnica das pernas. Cada estilo tem sua personalidade e finalidade artística.

Como escolher e cuidar do seu tutu: ao escolher um tutu, pense no estilo do espetáculo e no conforto. Tecidos de qualidade como tarlatana e tule devem ser resistentes e bem costurados. Após usar, pendure o tutu em um local fresco e seco, sem comprimir as camadas, para que ele mantenha seu volume. E lembre‑se: respeitar e cuidar dessa peça é honrar a tradição do balé.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a história do tutu? Conte pra gente nos comentários se você já dançou com um e como foi essa experiência.

Hoje, o tutu continua sendo uma peça indispensável nos grandes clássicos do balé e um sonho de consumo para muitas bailarinas. Ele simboliza a tradição, a disciplina e a elegância que tanto amamos nessa arte. E convenhamos: não há nada mais encantador do que ver uma bailarina flutuando no palco, cercada por camadas de tule. Mas não se engane: por baixo de toda aquela delicadeza existe muito treino, força e resistência. O tutu é como um vestido de princesa com treinamento militar – cada camada carrega uma história e um pequeno toque de humor sobre a vida nos bastidores.